Economia – As Feiras de Produtos Regionais, promovidas pela Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), registraram um volume superior a R$ 20 milhões em vendas ao longo de 2025, em Manaus. No período, foram comercializadas mais de 8.507 toneladas de alimentos regionais, beneficiando diretamente 505 trabalhadores.
O público atendido inclui produtores rurais, associações, cooperativas e empreendedores da economia solidária, que participaram das edições realizadas semanalmente na capital amazonense.

Estrutura fixa e expansão das feiras
De acordo com a chefe do Departamento de Negócios Pesqueiros (Dnap) da ADS, Loiana Brito, a agência mantém dez edições fixas por semana, distribuídas em diferentes pontos da zona urbana e rural de Manaus. Além disso, a ADS promove edições especiais em órgãos governamentais, seguindo cronograma próprio, e também atua em 46 municípios do interior do Amazonas.
“As feiras garantem ao agricultor um espaço digno para comercializar seus produtos diretamente ao consumidor. A ADS oferece toda a estrutura necessária, como tendas, expositores, mesas, cadeiras e climatizadores. Isso assegura trabalho, renda e maior lucratividade aos produtores e microempreendedores do setor primário”, destacou Loiana Brito.
Investimentos e apoio aos feirantes
Em 2025, a ADS investiu cerca de R$ 4,8 milhões na aquisição de equipamentos e materiais utilizados nas feiras, incluindo tendas, expositores de pescado, mesas, cadeiras e o chamado “kit feirante”, composto por colete e boné, distribuído aos trabalhadores cadastrados.
Os investimentos reforçam a política de fortalecimento do setor primário e de incentivo à comercialização direta, reduzindo a atuação de intermediários e ampliando a renda dos produtores.
Geração de renda e valorização do produtor
Presente há mais de dez anos nas Feiras da ADS, o agricultor Rodolfo Lima ressaltou a importância da iniciativa para a sustentabilidade financeira dos trabalhadores rurais.

“A ADS valoriza o nosso trabalho e nos dá a oportunidade de vender diretamente ao consumidor, sem atravessadores. Isso faz toda a diferença para quem vive da produção rural”, afirmou.
O casal Carlos Santana e Tereza Santana também destacou os resultados positivos da participação nas feiras. Atuando há cerca de um ano com a venda de tacacá e salgados, eles afirmam que a iniciativa proporcionou segurança financeira e crescimento do negócio.
“Começamos como clientes e, depois, tivemos a chance de trabalhar nas feiras. Foi uma grande oportunidade, pois conseguimos ampliar as vendas e garantir renda fixa”, relataram.





