• Cidade
  • Estado
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Economia
  • Brasil
  • Cultura
  • Municípios
  • Turismo
  • Internacional
  • Culinária
  • Cidade
  • Estado
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Economia
  • Brasil
  • Cultura
  • Municípios
  • Turismo
  • Internacional
  • Culinária
Facebook Instagram
  • Cidade
  • Estado
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Economia
  • Brasil
  • Cultura
  • Municípios
  • Turismo
  • Internacional
  • Culinária
  • Cidade
  • Estado
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Economia
  • Brasil
  • Cultura
  • Municípios
  • Turismo
  • Internacional
  • Culinária
Home Cidade

Trabalhadores do 6º Registro de Imóveis denunciam “limbo trabalhista”, retaliações e cobram coerência da Corregedoria do TJAM

27 de agosto de 2026
em Cidade, Destaque
Trabalhadores do 6º Registro de Imóveis denunciam “limbo trabalhista”, retaliações e cobram coerência da Corregedoria do TJAM
15
VISUALIZAÇÕES
WhatsappTelegram

Manifestantes realizam ato em frente ao Tribunal, que ignorou o movimento; demissão coletiva foi decisão exclusiva da Corregedoria após desapossar o delegatário titular

Trabalhadores e oficiais dos serviços extrajudiciais do 6º Ofício de Registro de Imóveis de Manaus, organizados pelo Movimento dos Trabalhadores dos Serviços Notariais e de Registro do Amazonas, realizaram uma manifestação pacífica na manhã desta quinta-feira (27) em frente à sede do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

 

O movimento cobra uma solução para o “limbo trabalhista” e o abandono funcional impostos à equipe técnica: profissionais afastados sem justa causa, impedidos de trabalhar, sem formalização rescisória e sem o pagamento de salários. Durante todo o ato, nenhuma autoridade do Tribunal ou da Corregedoria desceu para dialogar ou receber a representação sindical.

 

Desmonte da Nota Oficial: Demissão Foi Decisão Única da Corregedoria

 

Em nota publicada nas redes sociais no momento do protesto, a Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ-AM), sob a gestão do Desembargador José Hamilton Saraiva dos Santos, estirou a responsabilidade ao alegar que o impasse trabalhista deve ser tratado exclusivamente entre o delegatário titular e os empregados perante a Justiça do Trabalho.

 

A afirmação, contudo, é desmentida pelos fatos: a demissão coletiva dos funcionários não foi da vontade e nem do interesse do titular do 6° R. Foi uma decisão única e exclusiva da Corregedoria, tomada quando o titular já não estava mais à frente da serventia. O corregedor-geral havia afastado o titular, bloqueado suas senhas e congelado 100% das contas bancárias e receitas do cartório ainda em abril de 2026. O afastamento dos 33 funcionários ocorreu no dia 17 de junho, a pedido da então interventora designada pelo corregedor, Fabiana Mota, dois meses após a intervenção e quando o mesmo não tinha mais qualquer gerência sobre a serventia.

 

Totalmente impedido e sem acesso às finanças do cartório por ordem da Corregedoria, o delegatário ficou inviabilizado de gerir a equipe ou realizar pagamentos rescisórios. Ao tentar transferir a responsabilidade ao titular nas redes sociais, a Corregedoria tenta omitir que a demissão coletiva e o bloqueio financeiro foram atos unilaterais promovidos pelo próprio órgão judicial.

 

Incoerência de Discurso da Corregedoria

 

Os manifestantes também apontam coerência do órgão. A nota veiculada hoje contradiz diretamente a Nota Oficial emitida pela própria Corregedoria em 17 de junho, quando anunciou o afastamento de todos os funcionários. Naquele documento, o órgão chamou para si a responsabilidade de avaliar e julgar a conduta dos trabalhadores, acusando-os de “resistência à reorganização” e de promover um “abandono coordenado dos postos” para fundamentar as medidas de intervenção.

 

“Naquele momento a Corregedoria quis humilhar os trabalhadores que estavam na porta do cartório impedidos de entrar, no sol quente e sem entender o que havia ocorrido justificando que nós éramos os responsáveis. Falou que éramos insubordinados às ordens do tribunal e que seríamos investigados. Agora, meses após nosso afastamento, a mesma Corregedoria diz que não tem nada a ver com isso, sendo que foi ela quem autorizou e proibiu nossa entrada no posto de trabalho”, destacou uma das funcionárias que trabalhou 16 anos na serventia e nunca teve registro de qualquer procedimento administrativo por irregularidade.

 

Reajuste Ilegal de 237% nos Emolumentos e Alerta no Setor Imobiliário

 

O afastamento arbitrário dos trabalhadores coincide com a aplicação imediata da nova tabela de custas cartorárias no Amazonas, autorizada pelo corregedor Desembargador José Hamilton Saraiva dos Santos com base na Lei Estadual nº 8.212/2026. A medida provocou um salto abusivo no teto das taxas de registro e escritura — que subiu de R$ 17.653,00 para R$ 59.500,00, gerando um reajuste de até 237% cobrado de forma instantânea da população a partir de agosto.

 

Juristas, advogados especialistas e entidades do setor imobiliário alertam para uma flagrante inconstitucionalidade e violação tributária. O Supremo Tribunal Federal (STF) já pacificou o entendimento (como na ADI 6.330) de que taxas e emolumentos cartorários possuem natureza jurídica de tributo. Por isso, a Constituição Federal (art. 150, III) proíbe rigorosamente que qualquer aumento de tributo seja cobrado no mesmo ano em que a lei foi publicada (Princípio da Anterioridade Anual) e antes de decorridos 90 dias de sua publicação (Princípio da Noventena).

 

Como a Lei Estadual nº 8.212 foi sancionada em abril de 2026, os novos valores só poderiam ser cobrados da sociedade a partir de 1º de janeiro de 2027. Ao liberar e impor a cobrança imediata ainda em 2026, a Corregedoria atropela a jurisprudência vinculante do STF, encarece artificialmente o sonho da casa própria, onera o mercado da construção civil e expõe os atos praticados no cartório a um grave risco de anulação judicial por cobrança indevida.

 

Retaliação a Denunciantes e Pauta de Reivindicações

Os trabalhadores afirmam que a demissão e o afastamento configuram clara retaliação por terem levado ao conhecimento das autoridades irregularidades verificadas na gestão da intervenção:

 

“Denunciar irregularidades não é insubordinação. Fomos colocados em um limbo trabalhista após apontarmos falhas. Queremos apenas o nosso direito ao trabalho e o fim das arbitrariedades”, declara a comissão dos empregados.

 

O Movimento dos Trabalhadores exige providências imediatas:

 

1. Fim do Limbo Trabalhista: Desbloqueio e regularização imediata da situação contratual, com o retorno aos postos ou formalização rescisória e quitação dos salários retidos;

 

2. Coerência da Corregedoria: Assunção da responsabilidade pelos atos e decisões que promoveram o afastamento da equipe;

 

3. Apuração Imparcial de Denúncias: Investigação isenta sobre as irregularidades apontadas na gestão da intervenção;

 

4. Cessação de Retaliações: Fim da perseguição aos trabalhadores e garantia de direitos sindicais;

 

5. Respeito à Legalidade Tributária: Suspensão da cobrança imediata do aumento de emolumentos, adequando-se à jurisprudência do STF.

Anúncio

Recentes

Itacoatiara é o primeiro município a receber o encontro presencial do programa “Amazonas em Rede” A atividade será realizada no dia 3 de setembro no CESIT-UEA

Itacoatiara é o primeiro município a receber o encontro presencial do programa “Amazonas em Rede” A atividade será realizada no dia 3 de setembro no CESIT-UEA

2 de setembro de 2026
Bosco Saraiva apresenta plano de fortalecimento do interior durante encontro em Manacapuru

Bosco Saraiva apresenta plano de fortalecimento do interior durante encontro em Manacapuru

28 de agosto de 2026
Feira do Tambaqui oferece 8 toneladas de pescado em Manaus neste sába

Feira do Tambaqui oferece 8 toneladas de pescado em Manaus neste sába

27 de agosto de 2026
Trabalhadores do 6º Registro de Imóveis denunciam “limbo trabalhista”, retaliações e cobram coerência da Corregedoria do TJAM

Trabalhadores do 6º Registro de Imóveis denunciam “limbo trabalhista”, retaliações e cobram coerência da Corregedoria do TJAM

27 de agosto de 2026
Espetáculo de Dança Galinhas Velhas leva a cultura popular afro-indígena brasileira para o maior festival de dança do Paraguai: Crear en Liberdad 

Espetáculo de Dança Galinhas Velhas leva a cultura popular afro-indígena brasileira para o maior festival de dança do Paraguai: Crear en Liberdad 

26 de agosto de 2026
2023 - 2026 - AMAZONNEWS24H – Todos os direitos reservados.

Add New Playlist

Sem resultado
Ver mais resultados

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.