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Projeto capacita 200 mulheres refugiadas e migrantes em 2025 com foco no empreendedorismo gastronômic

Iniciativa fortalece autonomia financeira e já impactou mais de 600 participantes no Amazonas e em Roraima.

22 de janeiro de 2026
em Amazon
Projeto capacita 200 mulheres refugiadas e migrantes em 2025 com foco no empreendedorismo gastronômic (

Foto: divulgação Hermanitos

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Em 2025, o projeto Mujeres Fuertes, desenvolvido pelo Instituto Hermanitos, impactou diretamente cerca de 200 mulheres refugiadas e migrantes, chefes de família e mães solo que buscam a independência financeira por meio do empreendedorismo no ramo da gastronomia. Criada em 2022, a iniciativa já beneficiou aproximadamente 644 participantes nas cidades de Manaus e Boa Vista.

Projeto capacita 200 mulheres refugiadas e migrantes em 2025 com foco no empreendedorismo gastronômic
Foto: divulgação Hermanitos

O projeto oferece uma jornada de capacitação com duração de seis meses, na qual as participantes têm acesso a cursos, oficinas e palestras ministradas por profissionais especializados. Os conteúdos abrangem temas essenciais para o desenvolvimento de negócios, como construção de marca, formalização empresarial, captação e fidelização de clientes, vendas, educação financeira, marketing digital e língua portuguesa.

Além da formação técnica, o Mujeres Fuertes também promove atividades de empoderamento feminino e apoio psicossocial, ampliando o impacto da iniciativa para além do campo econômico.

Formação completa e valorização da identidade

De acordo com a coordenadora do projeto, Ana Vasconcelos, a proposta é oferecer uma formação integrada, que respeite as trajetórias individuais e valorize as raízes culturais das participantes.

“Muitas dessas mulheres chegam ao Brasil com espírito empreendedor e ideias de negócio, mas enfrentam desafios como a barreira do idioma, a falta de recursos financeiros, redes de contato limitadas e, infelizmente, a xenofobia. O projeto busca reduzir essas barreiras e fortalecer a autonomia dessas mulheres”, explica.

Em reconhecimento ao impacto social da iniciativa, o Mujeres Fuertes venceu, em 2024, o Prêmio do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), na categoria Transversalidade dos Direitos Fundamentais, destacando sua atuação na promoção da equidade de gênero e dos direitos humanos.

Impacto direto e indireto nas comunidades

No último ano, o projeto atuou com a 7ª, 8ª e 9ª turmas em Manaus, beneficiando 150 mulheres. Em Boa Vista, a 4ª edição atende 50 participantes, incluindo mulheres indígenas e refugiadas acolhidas em abrigos. Ao todo, estima-se que 2.236 pessoas tenham sido impactadas indiretamente pela iniciativa nas duas capitais.

Uma das participantes, Yizzell Mejias, integrante da 9ª turma do curso de Gastronomia, relata que os aprendizados vão além da cozinha. “Estamos aprendendo técnicas para o negócio e para o dia a dia, além de empatia, compreensão e fortalecimento coletivo”, afirmou.

Para o diretor-presidente do Instituto Hermanitos, Túlio Duarte, o projeto promove transformações que se estendem às famílias e comunidades das participantes. “Elas levam esse aprendizado para quem está ao redor, promovendo autonomia financeira, segurança e dignidade”, ressaltou.

Projeto capacita 200 mulheres refugiadas e migrantes em 2025 com foco no empreendedorismo gastronômic
Foto: divulgação Hermanitos

Parcerias fortalecem a iniciativa

Em Manaus, a 9ª edição do Mujeres Fuertes conta com recursos do Ministério Público do Trabalho (MPT-AM/RR) e apoio do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região, da ACNUR e do Sebrae-AM.
Em Boa Vista, a 4ª edição é executada com recursos do MPT-AM/RR e apoio do ACNUR e do TRT da 11ª Região.

Veja também: Suframa visita unidade da Rubi e acompanha implantação de novo projeto de cera líquida em Manaus

Tags: AmazonasEmpreendedorismo FemininogastronomiaInclusão SocialInstituto HermanitosmanausMulheres RefugiadasRoraima
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